terça-feira, 9 de junho de 2020

SANTO DO DIA - 9 DE JUNHO

SÃO JOSE DE ANCHIETA

José de Anchieta nasceu no arquipélago das ilhas Canárias no dia 19 de março de 1534. Ainda adolescente, Anchieta foi enviado à Universidade de Coimbra, em Portugal. Aos 17 anos fez votos como religioso e entrou para a Companhia de Jesus. 

Aos 18 anos, decide-se pela missão evangelizadora do Novo Mundo e inscreve-se para participar de uma missão no Brasil no ano seguinte. Em Salvador, Anchieta tem sua primeira tarefa: ajudar na organização do Colégio de Jesus. Nesse mesmo ano, Anchieta visita pela primeira vez a aldeia de Reritiba, lugar onde vai encontrar no futuro seu repouso eterno. 

Anchieta segue para o litoral paulista. Ao tomar contato com a injustiça sofrida pelos nativos, Anchieta se posiciona firmemente a favor dos humilhados e ofendidos indígenas. Em 25 de janeiro de 1554, junto com Manuel de Nóbrega, Anchieta funda outra escola jesuíta, o Colégio Piratininga, núcleo do que mais tarde veio a ser cidade de São Paulo. 

Em 1556, Anchieta recebe sua ordenação sacerdotal em Salvador, Bahia. Logo depois ele passa um período de tempo em Reritiba, entre os índios puris e tupiniquins. Foi autor da primeira gramática na língua tupi. Em 15 de agosto de 1579 a imagem de Nossa Senhora da Assunção, trazida de Portugal é entronizada no Santuário de Reritiba. 

No dia 9 de julho de 1597, o velho sacerdote morre vítima de um acidente fatal, ao tentar descer a escada da cela para socorrer um índio doente. O frágil e desengonçado adolescente da Espanha tinha se tomado um gigante em terras brasileiras. Era chamado de 'paizinho' pelos indígenas; agora é chamado de "Apóstolo do Brasil". Foi beatificado por João Paulo II em 1980 e canonizado pelo Papa Francisco em 3 de abril de 2014.

sábado, 6 de junho de 2020

Sábado 06 de junho

9ª Semana do Tempo Comum

1ª  Leitura: 2Timoteo 4,1-8
Salmo: Salmo 71(70)

EVANGELHO DO DIA
"A viúva, da sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha para viver"
Marcos 12,38-44

38E dizia no seu ensinamento: “Guardai-vos dos escribas que gostam de circular de toga, de ser saudados nas praças públicas, 39e de ocupar os primeiros lugares nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes; 40mas devoram as casas das viúvas e simulam fazer longas preces. Esses receberão condenação mais severa”.
41E, sentado frente ao Tesouro do Templo, observava como a multidão lançava pequenas moedas no Tesouro, e muitos ricos lançavam muitas moedas. 42Vindo uma pobre viúva, lançou duas moedinhas, isto é, um quadrante. 43E chamando a si os discípulos, disse-lhes: “Em verdade eu vos digo que esta viúva que é pobre lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. 44Pois todos os outros deram do que lhes sobrava. Ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver”.

06 DE JUNHO - SANTO DO DIA

SÃO NOBERTO
Norberto nasceu por volta de 1080 na Alemanha. Filho mais novo de uma família da nobreza, podia escolher entre a carreira militar e a religiosa. Norberto escolheu a vida religiosa, mas vivia despreocupado e numa vida de luxo e festas constantes. Um dia foi atingido por um raio enquanto cavalgava no bosque. 

Quando o jovem nobre despertou do desmaio, ouviu uma voz que lhe dizia para abandonar a vida mundana e fosse praticar a virtude. A partir daquele instante abandonou a família, amigos, posses e a vida dos prazeres. Passou a percorrer na solidão, com os pés descalços e roupa de penitente, os caminhos da Alemanha, Bélgica e França. 

Talvez envergonhado pelo passado, empreendeu a luta por reformas na Igreja, visando acabar com os privilégios dos nobres no interior do cristianismo. Fundou a Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratenses, conhecidos como Monges Brancos por causa da cor do hábito. 

Em 1126 foi nomeado Arcebispo de Magdeburgo e escolhido para conselheiro espiritual do rei. Norberto morreu no dia 06 de junho de 1134.

REFLEXÃO
São Norberto é considerado um dos maiores reformadores eclesiásticos do século doze. Atualmente existem milhares de monges da Ordem de São Norberto, em vários mosteiros encontrados em muitos países de todos os continentes, inclusive no Brasil. A vida monástica testemunha ao mundo que vale a pena dedicar-se totalmente a Cristo, pelo trabalho e oração. Rezemos hoje por todos os monges do mundo, de modo especial pelos premonstratenses.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

A LUZ DA BÍBLIA

Por: PADRE JERÔNIMO ALVES
Tendo em vista que á poucos dias celebramos a Festa de Pentecostes resolvi fazer em poucas linhas, um breve comentário sobre o texto de Atos dos Apóstolos 2,1-12. Texto que trás o relato do dia de Pentecostes, “Quando Deus cumpriu sua promessas enviando um novo Advogado” (João 14,26). 

Vejamos: o texto começa falando que estavam todos reunidos no mesmo lugar (Atos 2, 1). Isto nos da a entender que é necessário a comunhão na Igreja para o recebimento do Espírito Santo. Ora não é a toa que, ao relatar a vivencia da Igreja que nascia no mesmo capitulo 2 é dito: “eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos Apóstolos, a comunhão fraterna, a fração do pão, e nas orações.” (Atos 2, 42). 

Sendo assim, é preciso está em comunhão com a Igreja para viver segundo o Espírito. Ensinava Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja (354-430) “Era cheio do Espírito Santo aquele que fosse cheio de amor a Igreja”: “onde esta a Igreja ai esta o Espírito de Deus.” 

Daí concluímos: amar a Igreja, viver em comunhão com Ela é critério para se viver no Espírito Santo.


Doravante, o texto relata que logo ao receberem o Espírito Santo os Apóstolos receberam um fenômeno extraordinário, fenômeno este que foi necessário no inicio da pregação Apostólica, e também fenômeno que indicara aquilo que seria a própria missão da Igreja, falaria todas as línguas de todos os povos. “aquelas línguas em que falavam os que estavam plenos do Espírito Santo prefiguravam a futura Igreja, mediante as línguas de todos os povos. (Santo Agostinho - Sermão 271)”.

Analisemos: é dito que em Atos 2, 4 “todos começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimirem.”

Para um bom entendedor, o texto se refere não a gemidos sem entendimento para os presentes, ate por que se continuarmos lendo o texto veremos que nos versículos 6-8 é dito que “a multidão ocorreu e ficou perplexa, pois cada qual os ouvia falar em seu próprio idioma. Estupefatos e surpresos, diziam; “não são, acaso galileus todos estes que falam? Como é, pois, que os ouvimos falar, cada um de nos, no próprio idioma em que nascemos?”

É só analisar: o fenômeno de línguas a que se refere o texto de Pentecostes, não era gemidos sem compreensão, mas o fenômeno ocorria que os Apóstolos falavam línguas que nunca haviam aprendido conforme o Espírito ensinava.

O próprio texto cita os povos que ai estão presentes, cada um falando o seu próprio idioma: “partos, medos e elamintas; habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frigia e da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia próximas de Cirene; romanos que aqui residem, tanto Judeus como prosélitos, cretenses e árabes.” (Atos 2, 9-11).

A surpresa dos ouvintes, e isto é claro, foi ouvir homem judeus que nunca aprenderam ou falaram seu idioma, ouvido-os em sua própria língua de forma muito clara.

Está mesmo conclusão a encontramos em São João Damasceno, Doutor da Igreja, quando, ao comentar este mesmo fenômeno, afirma: “o Dom das línguas era idiomas, e não silabas sem sentido! Línguas dos Anjos é o silencio.” (Ortho Pisti).

Ademais, São Gregório Nazianzeno, Bispo e Doutor da Igreja, concorda com São João Damasceno, quando diz: “Eles falaram com línguas estranhas, e não aquelas de sua terra nativa; e a maravilha era grande, uma língua falada por aqueles que não aprenderam.”

Se percebermos bem, o dom de Pentecostes não pode ser confundido com a glossolalia divulgada no movimento pentecostal. Lá em Pentecostes eram idiomas, o que se apresenta no movimento pentecostal é algo bem diferente.

O presente texto não tem a pretensão de ser uma critica ao movimento pentecostal , é um comentário do texto de Pentecostes: Atos 2, 1-12. E como tal, quer falar aquele que é o comentário da Igreja ate hoje.

O Dom de línguas era o dom de falarem línguas que nunca aprenderam tendo em vista a evangelização da Igreja que nascia. E também o Dom indicava aquilo que viria a ser a Igreja: “chamada a evangelizar todos os povos. Destinada a falar todas as línguas.”
Vejamos: o texto começa falando que estavam todos reunidos no mesmo lugar (Atos 2, 1). Isto nos da a entender que é necessário a comunhão na Igreja para o recebimento do Espírito Santo. Ora não é a toa que, ao relatar a vivencia da Igreja que nascia no mesmo capitulo 2 é dito: “eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos Apóstolos, a comunhão fraterna, a fração do pão, e nas orações.” (Atos 2, 42).

Sendo assim, é preciso está em comunhão com a Igreja para viver segundo o Espírito. Ensinava Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja (354-430) “Era cheio do Espírito Santo aquele que fosse cheio de amor a Igreja”: “onde esta a Igreja ai esta o Espírito de Deus.”

Daí concluímos: amar a Igreja, viver em comunhão com Ela é critério para se viver no Espírito Santo.

Doravante, o texto relata que logo ao receberem o Espírito Santo os Apóstolos receberam um fenômeno extraordinário, fenômeno este que foi necessário no inicio da pregação Apostólica, e também fenômeno que indicara aquilo que seria a própria missão da Igreja, falaria todas as línguas de todos os povos. “aquelas línguas em que falavam os que estavam plenos do Espírito Santo prefiguravam a futura Igreja, mediante as línguas de todos os povos. (Santo Agostinho - Sermão 271)”.

Analisemos: é dito que em Atos 2, 4 “todos começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimirem.”

Para um bom entendedor, o texto se refere não a gemidos sem entendimento para os presentes, ate por que se continuarmos lendo o texto veremos que nos versículos 6-8 é dito que “a multidão ocorreu e ficou perplexa, pois cada qual os ouvia falar em seu próprio idioma. Estupefatos e surpresos, diziam; “não são, acaso galileus todos estes que falam? Como é, pois, que os ouvimos falar, cada um de nos, no próprio idioma em que nascemos?”

É só analisar: o fenômeno de línguas a que se refere o texto de Pentecostes, não era gemidos sem compreensão, mas o fenômeno ocorria que os Apóstolos falavam línguas que nunca haviam aprendido conforme o Espírito ensinava.

O próprio texto cita os povos que ai estão presentes, cada um falando o seu próprio idioma: “partos, medos e elamintas; habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frigia e da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia próximas de Cirene; romanos que aqui residem, tanto Judeus como prosélitos, cretenses e árabes.” (Atos 2, 9-11).

A surpresa dos ouvintes, e isto é claro, foi ouvir homem judeus que nunca aprenderam ou falaram seu idioma, ouvido-os em sua própria língua de forma muito clara.

Está mesmo conclusão a encontramos em São João Damasceno, Doutor da Igreja, quando, ao comentar este mesmo fenômeno, afirma: “o Dom das línguas era idiomas, e não silabas sem sentido! Línguas dos Anjos é o silencio.” (Ortho Pisti).

Ademais, São Gregório Nazianzeno, Bispo e Doutor da Igreja, concorda com São João Damasceno, quando diz: “Eles falaram com línguas estranhas, e não aquelas de sua terra nativa; e a maravilha era grande, uma língua falada por aqueles que não aprenderam.”

Se percebermos bem, o dom de Pentecostes não pode ser confundido com a glossolalia divulgada no movimento pentecostal. Lá em Pentecostes eram idiomas, o que se apresenta no movimento pentecostal é algo bem diferente.

O presente texto não tem a pretensão de ser uma critica ao movimento pentecostal , é um comentário do texto de Pentecostes: Atos 2, 1-12. E como tal, quer falar aquele que é o comentário da Igreja ate hoje.

O Dom de línguas era o dom de falarem línguas que nunca aprenderam tendo em vista a evangelização da Igreja que nascia. E também o Dom indicava aquilo que viria a ser a Igreja: “chamada a evangelizar todos os povos. Destinada a falar todas as línguas.”

LEITURA DO DIA

Sexta-Feira 05 de junho
- 9ª Semana do Tempo Comum - 

1ª Leitura
2Timoteo 3, 10-17
Salmo: 119(118)

Evangelho do Dia
"Por que os escribas dizem que o Cristo é filho de Davi?"

Marcos 12, 35-37

35E prosseguiu Jesus ensinando no templo, dizendo: “Como podem os escribas dizer que o Messias é filho de Davi? 36O próprio Davi disse, pelo Espírito Santo:
O Senhor disse ao meu Senhor:
Senta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.
         37O próprio Davi o chama Senhor; como pode, então, ser seu filho?” E a numerosa multidão o escutava com prazer!