sábado, 6 de junho de 2020

Sábado 06 de junho

9ª Semana do Tempo Comum

1ª  Leitura: 2Timoteo 4,1-8
Salmo: Salmo 71(70)

EVANGELHO DO DIA
"A viúva, da sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha para viver"
Marcos 12,38-44

38E dizia no seu ensinamento: “Guardai-vos dos escribas que gostam de circular de toga, de ser saudados nas praças públicas, 39e de ocupar os primeiros lugares nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes; 40mas devoram as casas das viúvas e simulam fazer longas preces. Esses receberão condenação mais severa”.
41E, sentado frente ao Tesouro do Templo, observava como a multidão lançava pequenas moedas no Tesouro, e muitos ricos lançavam muitas moedas. 42Vindo uma pobre viúva, lançou duas moedinhas, isto é, um quadrante. 43E chamando a si os discípulos, disse-lhes: “Em verdade eu vos digo que esta viúva que é pobre lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. 44Pois todos os outros deram do que lhes sobrava. Ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver”.

06 DE JUNHO - SANTO DO DIA

SÃO NOBERTO
Norberto nasceu por volta de 1080 na Alemanha. Filho mais novo de uma família da nobreza, podia escolher entre a carreira militar e a religiosa. Norberto escolheu a vida religiosa, mas vivia despreocupado e numa vida de luxo e festas constantes. Um dia foi atingido por um raio enquanto cavalgava no bosque. 

Quando o jovem nobre despertou do desmaio, ouviu uma voz que lhe dizia para abandonar a vida mundana e fosse praticar a virtude. A partir daquele instante abandonou a família, amigos, posses e a vida dos prazeres. Passou a percorrer na solidão, com os pés descalços e roupa de penitente, os caminhos da Alemanha, Bélgica e França. 

Talvez envergonhado pelo passado, empreendeu a luta por reformas na Igreja, visando acabar com os privilégios dos nobres no interior do cristianismo. Fundou a Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratenses, conhecidos como Monges Brancos por causa da cor do hábito. 

Em 1126 foi nomeado Arcebispo de Magdeburgo e escolhido para conselheiro espiritual do rei. Norberto morreu no dia 06 de junho de 1134.

REFLEXÃO
São Norberto é considerado um dos maiores reformadores eclesiásticos do século doze. Atualmente existem milhares de monges da Ordem de São Norberto, em vários mosteiros encontrados em muitos países de todos os continentes, inclusive no Brasil. A vida monástica testemunha ao mundo que vale a pena dedicar-se totalmente a Cristo, pelo trabalho e oração. Rezemos hoje por todos os monges do mundo, de modo especial pelos premonstratenses.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

A LUZ DA BÍBLIA

Por: PADRE JERÔNIMO ALVES
Tendo em vista que á poucos dias celebramos a Festa de Pentecostes resolvi fazer em poucas linhas, um breve comentário sobre o texto de Atos dos Apóstolos 2,1-12. Texto que trás o relato do dia de Pentecostes, “Quando Deus cumpriu sua promessas enviando um novo Advogado” (João 14,26). 

Vejamos: o texto começa falando que estavam todos reunidos no mesmo lugar (Atos 2, 1). Isto nos da a entender que é necessário a comunhão na Igreja para o recebimento do Espírito Santo. Ora não é a toa que, ao relatar a vivencia da Igreja que nascia no mesmo capitulo 2 é dito: “eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos Apóstolos, a comunhão fraterna, a fração do pão, e nas orações.” (Atos 2, 42). 

Sendo assim, é preciso está em comunhão com a Igreja para viver segundo o Espírito. Ensinava Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja (354-430) “Era cheio do Espírito Santo aquele que fosse cheio de amor a Igreja”: “onde esta a Igreja ai esta o Espírito de Deus.” 

Daí concluímos: amar a Igreja, viver em comunhão com Ela é critério para se viver no Espírito Santo.


Doravante, o texto relata que logo ao receberem o Espírito Santo os Apóstolos receberam um fenômeno extraordinário, fenômeno este que foi necessário no inicio da pregação Apostólica, e também fenômeno que indicara aquilo que seria a própria missão da Igreja, falaria todas as línguas de todos os povos. “aquelas línguas em que falavam os que estavam plenos do Espírito Santo prefiguravam a futura Igreja, mediante as línguas de todos os povos. (Santo Agostinho - Sermão 271)”.

Analisemos: é dito que em Atos 2, 4 “todos começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimirem.”

Para um bom entendedor, o texto se refere não a gemidos sem entendimento para os presentes, ate por que se continuarmos lendo o texto veremos que nos versículos 6-8 é dito que “a multidão ocorreu e ficou perplexa, pois cada qual os ouvia falar em seu próprio idioma. Estupefatos e surpresos, diziam; “não são, acaso galileus todos estes que falam? Como é, pois, que os ouvimos falar, cada um de nos, no próprio idioma em que nascemos?”

É só analisar: o fenômeno de línguas a que se refere o texto de Pentecostes, não era gemidos sem compreensão, mas o fenômeno ocorria que os Apóstolos falavam línguas que nunca haviam aprendido conforme o Espírito ensinava.

O próprio texto cita os povos que ai estão presentes, cada um falando o seu próprio idioma: “partos, medos e elamintas; habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frigia e da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia próximas de Cirene; romanos que aqui residem, tanto Judeus como prosélitos, cretenses e árabes.” (Atos 2, 9-11).

A surpresa dos ouvintes, e isto é claro, foi ouvir homem judeus que nunca aprenderam ou falaram seu idioma, ouvido-os em sua própria língua de forma muito clara.

Está mesmo conclusão a encontramos em São João Damasceno, Doutor da Igreja, quando, ao comentar este mesmo fenômeno, afirma: “o Dom das línguas era idiomas, e não silabas sem sentido! Línguas dos Anjos é o silencio.” (Ortho Pisti).

Ademais, São Gregório Nazianzeno, Bispo e Doutor da Igreja, concorda com São João Damasceno, quando diz: “Eles falaram com línguas estranhas, e não aquelas de sua terra nativa; e a maravilha era grande, uma língua falada por aqueles que não aprenderam.”

Se percebermos bem, o dom de Pentecostes não pode ser confundido com a glossolalia divulgada no movimento pentecostal. Lá em Pentecostes eram idiomas, o que se apresenta no movimento pentecostal é algo bem diferente.

O presente texto não tem a pretensão de ser uma critica ao movimento pentecostal , é um comentário do texto de Pentecostes: Atos 2, 1-12. E como tal, quer falar aquele que é o comentário da Igreja ate hoje.

O Dom de línguas era o dom de falarem línguas que nunca aprenderam tendo em vista a evangelização da Igreja que nascia. E também o Dom indicava aquilo que viria a ser a Igreja: “chamada a evangelizar todos os povos. Destinada a falar todas as línguas.”
Vejamos: o texto começa falando que estavam todos reunidos no mesmo lugar (Atos 2, 1). Isto nos da a entender que é necessário a comunhão na Igreja para o recebimento do Espírito Santo. Ora não é a toa que, ao relatar a vivencia da Igreja que nascia no mesmo capitulo 2 é dito: “eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos Apóstolos, a comunhão fraterna, a fração do pão, e nas orações.” (Atos 2, 42).

Sendo assim, é preciso está em comunhão com a Igreja para viver segundo o Espírito. Ensinava Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja (354-430) “Era cheio do Espírito Santo aquele que fosse cheio de amor a Igreja”: “onde esta a Igreja ai esta o Espírito de Deus.”

Daí concluímos: amar a Igreja, viver em comunhão com Ela é critério para se viver no Espírito Santo.

Doravante, o texto relata que logo ao receberem o Espírito Santo os Apóstolos receberam um fenômeno extraordinário, fenômeno este que foi necessário no inicio da pregação Apostólica, e também fenômeno que indicara aquilo que seria a própria missão da Igreja, falaria todas as línguas de todos os povos. “aquelas línguas em que falavam os que estavam plenos do Espírito Santo prefiguravam a futura Igreja, mediante as línguas de todos os povos. (Santo Agostinho - Sermão 271)”.

Analisemos: é dito que em Atos 2, 4 “todos começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimirem.”

Para um bom entendedor, o texto se refere não a gemidos sem entendimento para os presentes, ate por que se continuarmos lendo o texto veremos que nos versículos 6-8 é dito que “a multidão ocorreu e ficou perplexa, pois cada qual os ouvia falar em seu próprio idioma. Estupefatos e surpresos, diziam; “não são, acaso galileus todos estes que falam? Como é, pois, que os ouvimos falar, cada um de nos, no próprio idioma em que nascemos?”

É só analisar: o fenômeno de línguas a que se refere o texto de Pentecostes, não era gemidos sem compreensão, mas o fenômeno ocorria que os Apóstolos falavam línguas que nunca haviam aprendido conforme o Espírito ensinava.

O próprio texto cita os povos que ai estão presentes, cada um falando o seu próprio idioma: “partos, medos e elamintas; habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frigia e da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia próximas de Cirene; romanos que aqui residem, tanto Judeus como prosélitos, cretenses e árabes.” (Atos 2, 9-11).

A surpresa dos ouvintes, e isto é claro, foi ouvir homem judeus que nunca aprenderam ou falaram seu idioma, ouvido-os em sua própria língua de forma muito clara.

Está mesmo conclusão a encontramos em São João Damasceno, Doutor da Igreja, quando, ao comentar este mesmo fenômeno, afirma: “o Dom das línguas era idiomas, e não silabas sem sentido! Línguas dos Anjos é o silencio.” (Ortho Pisti).

Ademais, São Gregório Nazianzeno, Bispo e Doutor da Igreja, concorda com São João Damasceno, quando diz: “Eles falaram com línguas estranhas, e não aquelas de sua terra nativa; e a maravilha era grande, uma língua falada por aqueles que não aprenderam.”

Se percebermos bem, o dom de Pentecostes não pode ser confundido com a glossolalia divulgada no movimento pentecostal. Lá em Pentecostes eram idiomas, o que se apresenta no movimento pentecostal é algo bem diferente.

O presente texto não tem a pretensão de ser uma critica ao movimento pentecostal , é um comentário do texto de Pentecostes: Atos 2, 1-12. E como tal, quer falar aquele que é o comentário da Igreja ate hoje.

O Dom de línguas era o dom de falarem línguas que nunca aprenderam tendo em vista a evangelização da Igreja que nascia. E também o Dom indicava aquilo que viria a ser a Igreja: “chamada a evangelizar todos os povos. Destinada a falar todas as línguas.”

LEITURA DO DIA

Sexta-Feira 05 de junho
- 9ª Semana do Tempo Comum - 

1ª Leitura
2Timoteo 3, 10-17
Salmo: 119(118)

Evangelho do Dia
"Por que os escribas dizem que o Cristo é filho de Davi?"

Marcos 12, 35-37

35E prosseguiu Jesus ensinando no templo, dizendo: “Como podem os escribas dizer que o Messias é filho de Davi? 36O próprio Davi disse, pelo Espírito Santo:
O Senhor disse ao meu Senhor:
Senta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.
         37O próprio Davi o chama Senhor; como pode, então, ser seu filho?” E a numerosa multidão o escutava com prazer!

05 DE JUNHO - SANTO DO DIA

SÃO BONIFÁCIO
Se chamava Winfrido. Nasceu em 672 e pertencia a uma rica família de nobres ingleses. Como era o costume da época, foi entregue ao mosteiro dos beneditinos ainda na infância para receber boa educação e formação religiosa. Logo percebeu que sua vocação era o seguimento de Cristo. Aos dezenove anos professou as regras na abadia, iniciando o apostolado como professor. 

Em seguida decidiu iniciar seu trabalho missionário para a evangelização dos povos da Alemanha. Em 718 fez uma peregrinação à Roma onde conseguiu o apoio do Papa Gregório II para reiniciar sua missão na Alemanha. Além disso, o Papa o orientou também a assumir, como missionário, o nome de Bonifácio, célebre mártir romano. 

Durante três anos percorreu quase toda a Alemanha e, numa segunda viagem à Roma, o Papa p nomeou bispo de Mainz. Bonifácio fundou o mosteiro de Fulda, centro propulsor da cultura religiosa alemã e muitos outros mosteiros masculinos e femininos. Acabou estendendo sua missão até a França.  

No dia 05 de junho de 754 foi ao encontro de um grande grupo de catecúmenos, que receberiam o Crisma. Mal iniciou a Santa Missa o local foi invadido por um bando de pagãos frísios. Os cristãos foram todos trucidados e Bonifácio teve a cabeça partida ao meio por um golpe de espada.

REFLEXÃO 
São Bonifácio iniciou a evangelização da Alemanha e lançou as bases para a completa cristianização das terras germânicas. São Bonifácio é venerado como o "Apostolo da Alemanha", seu corpo foi sepultado na igreja do mosteiro de Fulda, que ainda hoje o conserva, pois em vida havia expressado essa vontade. Que este santo inspire nossos ideais missionários.