segunda-feira, 18 de outubro de 2021

18 DE OUTUBRO - SANTO DO DIA

 MÃE RAINHA
A devoção a Nossa Senhora de 
Schoenstatt iniciou no dia 18 de outubro de 1914, quando o padre José Kentenich, ao ministrar uma palestra para os alunos do Seminário Schoenstatt, na Alemanha. Recebendo a inspiração divina, ele convidou os alunos para rezarem a Maria e oferecerem sacrifícios a ela, principalmente pela educação. O pedido era para que a pequena capela da Congregação, na época consagrada a São Miguel, virasse um Santuário de graças, centro de um movimento de renovação que, mais tarde, se espalharia pelo mundo todo. Assim a capelinha estaria destinada a se transformar em um lugar onde as glórias de Nossa Senhora se manifestariam, principalmente seus feitos como Educadora. O objetivo é a educação de um homem novo e a construção de uma nova sociedade.

Significado do nome: Schoenstatt (que significa Belo Lugar) faz parte da cidade de Vallendar, perto de Coblença, situada na margem do Rio Reno, na Alemanha.

Os títulos de Mãe e Rainha: Na capelinha de São Miguel, que virou um santuário mariano, a imagem de Maria é uma cópia do quadro original que foi pintado pelo pintor italiano Crosio, do século XIX. No ano de 1915, a Virgem foi intitulada como “Mãe Três Vezes Admirável”. Título que, no decorrer da história, foi ampliado para “Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt”, e no Brasil, conhecida pelo título: “Mãe e Rainha”. 

A tradição das capelinhas: Inúmeras réplicas da capelinha de Nossa Senhora Três Vezes Admirável de Schoenstatt percorrem as casas dos fiéis e existem milhares relatos de graças alcançadas por quem a recebe em casa ou peregrina aos santuários de Nossa Senhora de Schoenstatt espalhados pelo mundo. A Mãe e Rainha concede para aqueles que a visitam nos santuários a tríplice graça: a graça da transformação interior, a graça do abrigo espiritual, e a da fecundidade apostólica.

A imagem: A pintura original de Nossa Senhora Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt foi intitulada “Refugium Peccatorum”, que significa Refúgio dos pecadores. Nela, podemos ver Nossa Senhora muito unida com o Menino Jesus segurando Ele com as duas mãos. Com a mão direita ela segura o braço do Menino, apresentando Ele ao mundo e a Deus, e com a esquerda ela O abraça junto a ela. 

A coroa na imagem: A coroação de Nossa Senhora Três Vezes Admirável de Schoenstatt tem uma longa história. Durante a II Guerra Mundial, em meados de 1939, o padre José Kentenich coroou a imagem no Santuário de Schoenstatt. Esse fato deu início a uma corrente de coroações na Obra de Schoenstatt.

A coroação no Brasil: A coroação da Peregrina Original se deu no dia 10 de setembro de 1955, quando a Campanha pela coroação no Brasil fazia 5 anos. O Sr. João Luiz Pozzobon, que iniciou a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, junto às crianças da Escola Humberto de Campos, da cidade de Santa Maria, situada no Rio Grande do Sul, foram os responsáveis pela conquista da coroa. Mais tardem, em 2000, todas as imagens peregrinas receberam uma réplica da coroa que a imagem original recebeu em 1939. 

A imagem da Mãe Rainha: A imagem de Nossa Senhora que foi colocada na 'capelinha de madeira' ou do 'pequeno santuário' foi pintada no Século XIX pelo artista italiano Luigi Crosio e seu título em Latim é 'Refugium Peccatorum', que significa 'Refúgio dos pecadores'. No ano de 1915 ela foi levada para o Santuário de Schöenstatt, na Alemanha e, de lá, espalhou-se pelo mundo. A imagem é rica em símbolos e significados. 

Vamos conhece-los: 
 
A capelinha de Madeira da Mãe Rainha: A capelinha de Madeira da Mãe Peregrina tem o formato de uma igreja gótica, que lembram duas mãos 'quase postas', juntando-se na parte de cima. Este formato nos lembra oração, abrigo, aconchego e, principalmente, 'refúgio'; Refúgio dos Pecadores. O fato de ser feita em madeira e marrom, nos falam da humildade de Nossa Senhora, sempre submissa à vontade de Deus.

A cruz no alto da capelinha: A cruz no alto da capelinha lembra-nos da cruz de Cristo pela qual nós fomos salvos. Como toda capela tem a cruz no alto da torre, a Capelinha da Mãe Peregrina também leva o sinal da nossa salvação no seu topo.

O triângulo abaixo da cruz: O triângulo abaixo da cruz na Capelinha da Mãe Peregrina é o símbolo da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Significa que a Mãe Peregrina é portadora da presença de Deus em todas as casas onde ela entra. Toda casa onde ela entra torna-se um santuário onde o amor, o respeito e a oração devem reinar.

A coroa no alto da capelinha: A coroa no alto da capelinha nos fala de Nossa Senhora: ela é Mãe e 'Rainha'. E sua realeza não consiste no poder terreno de reis e rainhas, mas sim em ter sido coroada como Rainha do céu e da terra, quando da sua Assunção ao céu. A coroa está abaixo da Santíssima Trindade, significando que ela é Rainha por vontade de Deus e submissa a Deus. Maria só faz aquilo que Deus quer que ela faça.

O véu Branco de Maria: O véu branco de Maria simboliza sua pureza de coração. A Virgem Maria é uma pessoa pura. Pura quer dizer sem mancha, sem contaminação, sem pecado, sem maldade, sem segundas intenções, verdadeira, transparente, honesta. Tudo isso está simbolizado no véu branco da Virgem.

O manto azul de Nossa Senhora: O manto azul de Nossa Senhora simboliza que ela está no céu e que sua mensagem é uma mensagem autorizada por Deus e vinda do próprio Deus.

A túnica vermelha de Nossa Senhora: A túnica vermelha de Nossa Senhora, da qual só vemos a manga, lembra-nos o sangue; o sangue do sofrimento que ela viveu na Paixão de Nosso Senhora Jesus Cristo. Este sangue de Jesus é Refúgio para os Pecadores, é salvação dada gratuitamente pelo amor de Deus.

O olhar da Mãe Peregrina: O olhar de Nossa Senhora expresso neste quadro da Mãe Peregrina não passa despercebido. É um olhar de amor, de misericórdia, de acolhimento, de bondade. É um olhar no qual os pecadores podem se refugiar sem receio, pois é um olhar de Mãe, mãe amorosa e misericordiosa.

O menino Jesus no colo da Mãe Peregrina: O Menino Jesus no colo da Mãe Peregrina também está numa atitude de acolhimento, de abertura, de amor, de mansidão e bondade. É notável a ternura que existe entre ele e sua mãe. O pano branco sobre o Menino Jesus também nos fala de pureza, de amor, paz e bondade. Sua atitude nos lembra que Ele também é Refúgio dos Pecadores. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

PAPA FRANCISCO: COMBATER A FOME SUPERANDO A LÓGICA FRIA DO MERCADO.

O Papa Francisco enviou uma mensagem ao diretor-geral do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAQ), Qu Dongyu, para o Dia Mundial da Alimentação 2021, celebrado no sábado, 16 de outubro. 

O Santo Padre afirma, no texto, que "vencer a fome de uma vez por todas "é" um dos maiores desafios da humanidade". É "um objetivo ambicioso". Francisco lembra que a Cúpula das Nações Unidas sobre Sistemas Alimentares, realizado em 23 de setembro, destacou a necessidade urgente de soluções inovadoras para transformar o nosso modo de produzir e consumir. Um compromisso que não pode ser "prorrogado", escreve o Papa. Citando o temo do Dia Mundial da Alimentação deste ano, "As nossas ações são o nosso futuro. Melhor produção, melhor nutrição, um ambiente melhor e uma vida melhor", Francisco afirma:
O tema proposto este pela FAO enfatiza a necessidade de ação cojunta para que todos tenham acesso a uma alimentação que garanta a máxima sustentabilidade ambiental e que seja adequada a um prelo acessível. Cada um de nós tem uma função a desempenhar na transformação dos sistemas alimentares em benefícios das pessoas e do planeta, e "todos podemos colaborar [...] para o cuidado da criação, cada um com sua cultura e experiência, suas iniciativas e capacidades". 

Fome e problemas de obesidade no mundo.
Existe um paradoxo no mundo, ressalta Francisco na mensagem, em relação ao acesso aos alimentos: se mais de 3 bilhões de pessoas não podem contar com uma alimentação nutritiva, quase 2 bilhões de pessoas são obesas ou sofrem os efeitos de uma má alimentação e um estilo de vida sedentário. A proteção da saúde de todos requer "mudanças em todos o níveis" e a reorganização dos sistemas alimentares como um todo. O Papa sugere quatro áreas de ação a respeito do campo, do mar, da nossa mesa e da questão do desperdício alimentar.

Os nossos estilos de vida e nossas práticas diárias de consumo influem na dinâmica global e ambiental, mas se aspiramos a uma mudança real, devemos exortar produtores e consumidores a tomarem decisões éticas e sustentáveis e conscientizar a geração mais jovem sobre a importante tarefa que ela desempenha para tornar realidade um mundo sem fome. Cada um de nós pode dar sua contribuição para esta nobre causa.

A contribuição fundamental dos pequenos agricultores.
"A crise mundial desencadeada pela Covid-19 oferece uma oportunidade de mudança para a qual a contribuição dos pequenos produtores é fundamental e preciosa", escreve o Papa. É "necessário facilitar" para eles o acesso às inovações no setor agroalimentar, úteis para "fortalecer a resistência às mudanças climáticas" e "aumentar a produção de alimentos". A seguir, Francisco reitera mais uma vez seu pensamento:

A luta contra a fome exige a superação da lógica fria do mercado, concentrada avidamente no mero benefício econômico e na redução do alimento a uma mercadoria como tantas outras e no fortalecimento da lógica da solidariedade. 

Proximidade do Papa e da Igreja a quem luta contra a fome
Na mensagem, o Papa assegura a proximidade da Santa Sé e da Igreja católica ao compromisso no setor alimentar da FAO e de outras realidade, para que os direitos fundamentais de cada pessoa sejam garantidos. Invocando sobre todos a bênção de Deus Onipotente, ele conclui: "Que aqueles que espalham sementes de esperança e concórdia sintam o apoio da minha oração para que suas iniciativas e projetos sejam cada vez mais frutuosos e eficazes".   

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

14 DE OUTUBRO - SANTO DO DIA

CALISTO I
Papa e Mártir 
16° PAPA DA IGREJA
Festa 14 de outubro

Calisto nasceu em Roma no ano de 160. Administrador dos negócios de um comerciante, Calisto passou por grandes dificuldades, pois algo saiu errado no trabalho, chegando a ser flagelado e deportado para a ilha de Sardenha, onde como condenação enfrentou trabalhos forçados nas minas, juntamente com cristãos condenados por motivos de fé. 

Sem dúvida com a convivência com os cristãos que enfrentavam o martírio, pois o Cristianismo era considerado religião ilegal, Calisto decidiu seguir a Jesus. Mais tarde, muitos cristãos foram resgatados do exílio e a comunidade cristã o libertou. 

Calisto colaborou com o Papa Vitor e, depois, como diácono, ajudou o Papa Zeferino, em Roma, pois assumiu, com muita sabedoria, a administração das catacumbas, na Via Ápia, que eram aqueles cemitérios cristãos que se encontravam no subsolo por motivos de segurança, além disso, também serviam para celebrações litúrgicas e para guardar os corpos do mártires e dos primeiros Papas para a ressurreição

Apesar de sua origem escrava, com a morte do Papa Zeferino, o Clero e o povo elegeram Calisto como o sucessor desse. Foi perseguido, caluniado e morreu mártir, quando acabou condenado ao exílio. Segundo a tradição mais segura, morreu numa revolta popular contra os cristãos e foi lançado a um poço. 

Durante os seis anos de pastoreio zeloso e santo, São Calisto I condenou a doutrina que se posicionava contra a Santíssima Trindade. Até o seu martírio, ele defendeu a Misericórdia de Deus, que se expressa pela Igreja, perdoa os pecados dos que cumprem as condições de penitência. Desse modo, Calisto combatia os rigoristas que condenavam os apóstatas adúlteros e homicidas. 

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

HISTÓRIA DOS SANTOS(as) - NOSSA SENHORA DA ABADIA


HISTÓRIA
NOSSA SENHORA DA ABADIA é um dos título da Virgem Maria. Esta invocação a Maria também é conhecida como Santa Maria do Bouro, pois se originou no Mosteiro (ou abadia) do Bouro, próximo à cidade de Braga, em Portugal.

A Imagem de Nossa Senhora da Abadia
A imagem de Nossa Senhora da Abadia representa Maria de pé, segurando nos braços o menino Jesus, que tem uma coroa na cabeça. Maria veste uma túnica branca com flores de cor rosa e azul. Um cinto vermelho passa por sua cintura. Por cima, um manto azul decorado com belas flores completa sua vestimenta. Na mão direita, Maria segura um cetro para guiar os seus filhos. Na cabeça, ela tem uma linda coroa.

Devoção a Nossa Senhora da Abadia
A devoção a Nossa Senhora da Abadia é muito antiga. Ela pertenceu a uma abadia (mosteiro cujo superior é um abade), conhecida como Mosteiro das Montanhas, que ficava na região do Bouro por volta do ano 883. Quando os muçulmanos invadiram Espanha e Portugal, os monges fugiram e esconderam a imagem da Santa. Muito tempo passou.

Redescoberta milagrosa da imagem de Nossa Senhora da Abadia
Mais tarde, por volta do ano 1100, um nobre ancião da corte portuguesa, chamado Pelágio Amado recebeu a graça da conversão. Ele abandonou sua vida de riquezas na corte e foi para a Ermida de São Miguel, perto de Braga. Lá ele viveu com um velho eremita que já vivia ali há muitos anos. Certa noite, os dois viram uma luz diferente que vinha do meio de um vale perto de onde estavam. Na noite seguinte o fato se repetiu. Então, os dois resolveram ir até o local quando se fez dia, para ver o que poderia estar fazendo brilhar aquela luz. Foi então que  eles encontraram imagem de Nossa Senhora da Abadia escondida no meio das pedras. Os dois se prostraram agradecendo por esta graça tão especial.

A devoção recomeça.
Por causa da redescoberta, os dois eremitas mudaram o casebre em que viviam para o local onde encontraram a Santa. Lá, eles ergueram uma pequena e rústica capela e colocaram a imagem de Nossa Senhora da Abadia. A notícia da descoberta correu e chegou aos ouvidos do arcebispo de Braga. Este foi visitar o local e, depois de ver a pobreza em que os dois eremitas viviam, mandou construir ali uma igreja de pedra lavrada, digna de abrigar os dois santos e a imagem de Nossa Senhora. Aos poucos, outros eremitas se uniram aos dois e a fama dos milagres de Nossa Senhora da Abadia se espalhou em Portugal. Peregrinações começaram a acontecer. Fiéis de todos os cantos vinham rezar, pedir e agradecer pelas graças alcançadas. D. Afonso Henriques, rei de Portugal, foi visitar o santuário e deixou ali uma grande doação para o culto e as necessidades daqueles servos de Deus.

A devoção chega ao Brasil
devoção a Nossa Senhora da Abadia chegou ao Brasil através dos portugueses e se instalaram primeiramente na região do Triângulo Mineiro. Nessa região, várias cidades têm como Padroeira Nossa Senhora da Abadia. Com o tempo, a devoção passou para Goiás, principalmente em Muquém e na antiga capital, Vila Boa, que ainda conserva sua Igreja Matriz, construída no século XVIII. Atualmente um dos locais mais famosos pelas romarias é o de Nossa Senhora da Abadia da Água Suja, antigo centro de garimpagem de diamantes. O Santuário de Nossa Senhora da Abadia atrai todos os anos, no dia 15 de agosto, um grande número de devotos e a procissão é famosa. Em Uberaba também é grande a devoção a nossa Senhora da Abadia.


SIGNIFICADO E SIMBOLISMO DE NOSSA SENHORA ABADIA.

A coroa de Nossa Senhora da Abadia.
A coroa de Nossa Senhora da Abadia nos lembra o Quinto Mistério Glorioso: a coroação de Maria como Rainha do céu e da terra. Ela é a Rainha dos Anjos, que está diante de Deus intercedendo por nós, seus filhos.

A túnica de nossa senhora da abadia
A túnica de Nossa Senhora da Abadia é branca com flores cor de rosa. O branco simboliza a pureza da Virgem Maria. As rosas simbolizam a alegria. E o motivo da alegria está nas mãos da Mãe: o Menino Jesus que nasceu para a salvação da humanidade.

O menino Jesus no colo.
O menino Jesus no colo de Nossa Senhora da Abadia lembra-nos do amor de Deus, que entregou seu próprio filho para nos salvar. Esta é a razão de nossa maior alegria. Nesta imagem, Nossa Senhora como que nos apresenta seu Filho mostrando que Ele é o caminho. A auréola dourada ou, às vezes, coroa, sobre a cabeça do Menino Jesus simbolizam sua divindade. Ele é Deus.

O cinto e a gola vermelhos
O cinto simboliza a prontidão para anunciar o Evangelho. Isso nos lembra que Maria está sempre pronta para nos mostrar Jesus, como ela o faz nesta imagem. Jesus é o Evangelho, a Boa Notícia de Deus para o mundo. A cor vermelha simboliza o sangue. Por isso, o cinto e a gola em vermelho nos lembram que o anuncio do Evangelho tem que conter o sofrimento que Jesus viveu por nós. Anunciamos Jesus vivo, vencedor, mas Ele passou pelo sofrimento e a morte.

O manto azul
O manto azul de Nossa senhora da Abadia tem dois significados: o céu e a verdade. Estes são os significados da cor azul nos símbolos cristãos. A imagem de Nossa Senhora com o manto azul nos fala do céu. Maria vem do céu e quer nos levar para o céu. O azul também nos diz que sua mensagem é verdadeira, é digna de confiança e fé. Quem crer nela não vai se decepcionar.

Os três anjos aos pés de Nossa Senhora.
Os três anjos aos pés de Nossa Senhora da Abadia simbolizam que a Virgem Maria está no céu e nos lembram que ela é a rainha dos anjos. Por isso, os anjos estão a seus pés. O número três é o símbolo da Santíssima Trindade. Por isso, os três anjos aos pés de Maria nos dizem que ela tem autoridade para trazer sua mensagem aos homens em nome da Trindade.

MILAGRE DO PAPA JOÃO PAULO I É RECONHECIDO. ELE SERÁ PROCLAMADO BEATO.

 Francisco Autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o decreto sobre a cura milagrosa atribuída à intercessão de João Paulo I, um Pontífice que ficou no coração do povo.
O Papa Francisco, ao receber o Cardeal Marcello Semeraro em audiência na manhã desta quarta-feira (13/10), autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o decreto que reconhece um milagre atribuído a intercessão de João Paulo I. Trata-se da cura de uma menina de onze anos em Buenos Aires no dia 23 de julho de 2011, que sofria de "encefalopatia inflamatória aguda grave, doença epilética refratária maligna, choque séptico" e que estava em fim de vida. O quadro clínico era muito grave, caracterizando por numerosas crises epiléticas diárias e um estado séptico causado por broncopneumonia. A iniciativa de invocar o Papa Luciano foi tomada pelo pároco da paróquia à qual pertencia o hospital, ao qual ele era muito devoto. Assim abre-se o caminho para a beatificação do Papa Albino Luciani e o próximo passo é apenas aguardar a data, que será fixada por Francisco. 

Nascido em 17 de outubro de 1912 em Forno Di Canale (hoje D'Agordo), na província de Belluno, norte da Itália, e falecido em 28 de setembro de 1978 no Vaticano, Albino Liciani foi Papa apenas por 34 dias, um dos pontificados mais breves da história. Era filho de um operário socialista que trabalhava há muito tempo como imigrante na Suiça. No bilhete escrito pelo seu pai, dando-lhe consentimento para entrar no seminário, lê-se: "Espero que quando você for padre, fique ao lado dos pobres, porque Cristo estava ao lado deles". Palavras que Luciani colocaria em prática durante toda a vida.

Albinho foi ordenado sacerdote em 1935 e em 1958, logo após a eleição de João XXIII que o havia conhecido como Patriarca de Veneza, foi nomeado Bispo de Bittorio Veneto. Filho de uma terra pobre caracterizada pela imigração, mas também muito viva do ponto de vista social, e de uma Igreja caracterizada por grandes sacerdotes, Albinho Luciani participou de todo o Concílio Ecumênico Vaticano II e aplicou suas diretrizes com entusiasmo. Passou muito tempo no confessionário e foi um pastor próximo ao seu povo. Durante os anos em que se discutia a legalidade da pílula anticoncepcional, ele se pronunciou repetidamente a favor da abertura da Igreja sobre seu uso, tendo escutado muitas famílias jovens. Após a publicação da encíclica Humanae Vitae, na qual Paulo VI declarou a pílula moralmente ilícita em 1968, o bispo de Vittorio Venetto promoveu o documento, aderindo ao magistério do Pantífice. Paulo VI, que teve a oportunidade de apreciá-lo, nomeou-o patriarca de Veneza no final de 1969 e o criou cardeal em março de 1973.